Pequenas mudanças na rotina ajudam a prevenir doenças e garantem mais saúde aos gatos
A hidratação dos gatos ainda é um desafio para muitos tutores, mas é um cuidado essencial para garantir a saúde e o bem-estar desses animais. Diferentemente de outros pets, os felinos costumam beber pouca água ao longo do dia, o que pode trazer riscos, principalmente para o sistema urinário.

De acordo com o médico-veterinário Victor Negrão, da clínica de pequenos animais e coordenador do curso de Medicina Veterinária da UNIVALE, esse comportamento tem explicação natural. “O gato é muito seletivo em relação à água. Muitos tutores colocam a vasilha, mas ele não gosta de água parada. Prefere água corrente, como a da torneira. Isso faz parte do comportamento da espécie”, explica.
Essa característica, segundo o especialista, contribui para um problema comum. “Fisiologicamente, o gato já tem predisposição a selecionar melhor a água e, consequentemente, é a espécie que mais sofre com doenças do trato urinário, como cálculos nos rins, na bexiga e até obstruções mais graves”, alerta.
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A ingestão adequada de água ajuda a diluir a urina e facilita o trabalho dos rins, prevenindo doenças como insuficiência renal e cistite. Além disso, a água é fundamental para o funcionamento do organismo como um todo, auxiliando na digestão, na regulação da temperatura corporal e na lubrificação das articulações.
Veja algumas dicas do especialista:
Algumas atitudes simples podem fazer diferença no dia a dia quando o assunto é a hidratação dos felinos. Segundo o médico-veterinário Dr. Vitor Negrão, “os felinos só bebem água de boa qualidade. Muitas vezes, a água da torneira, principalmente quando tem muito odor de cloro, acaba afastando o animal. O ideal é oferecer água filtrada ou até mesmo de galão, que tem menos cheiro e é mais agradável para eles”, explica.
Outro ponto importante é a forma como essa água é oferecida. “Aqueles potinhos com circulação, com motorzinho, ajudam bastante porque mantêm a água em movimento e estimulam o consumo”, destaca o veterinário. Além disso, ele reforça que a água deve estar sempre fresca, sendo trocada diariamente. “Não adianta deixar a mesma água por muito tempo, porque ela esquenta. O gato prefere água mais fresca, até levemente gelada”, completa.

Ainda de acordo com o especialista, manter a caixa de areia sempre limpa também influencia diretamente na hidratação. “Quando a caixa está suja, o gato evita urinar, retém a urina e, consequentemente, também diminui a ingestão de água. É um ciclo: quanto mais ele urina, mais tende a beber água”, afirma. Esse cuidado é fundamental, inclusive, para prevenir problemas urinários. “A urina do gato é naturalmente mais ácida, o que aumenta o risco de formação de cálculos. Quando ele bebe mais água, essa urina fica menos concentrada, reduzindo as chances de doenças no trato urinário”, acrescenta.
Para os tutores, observar o comportamento do animal é essencial para saber se ele está ingerindo água suficiente. A frequência urinária ao longo do dia é um dos principais indicativos. “O ideal é que ele urine de três a cinco vezes por dia. Uma ou duas vezes é pouco e pode ser sinal de baixa ingestão de água”, orienta Dr. Vitor Negrão.
Outra forma simples de avaliar a hidratação é por meio da elasticidade da pele. “Você pode puxar levemente a pele do gato. Se ela demora a voltar ao normal ou não retorna, isso pode indicar desidratação. Já quando ela volta ao lugar, mesmo que um pouco mais lentamente, é sinal de que ele está hidratado”, explica.
Como muitos gatos têm uma alimentação baseada em ração seca, que possui baixo teor de água, incentivar a hidratação se torna ainda mais importante. Pequenas mudanças na rotina, como melhorar a qualidade da água, mantê-la sempre fresca e investir em recipientes adequados, podem prevenir problemas sérios e garantir mais qualidade de vida aos felinos.









