Sumário
Iwry Caldeira, agência Canguru
A UNIVALE sediou, nesta segunda-feira, a VI Escola de Pós-Graduação da Sociedade Latino-Americana e Caribenha de História Ambiental (SOLCHA), reunindo pesquisadores e estudantes de diferentes países para discutir a História Ambiental da América Latina e do Caribe a partir da Bacia do Rio Doce. O encontro também marcou o fortalecimento do programa de internacionalização da universidade, em parceria com o Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) e o Mestrado em Gestão Integrada do Território (GIT).

Participaram desta edição 21 estudantes de mestrado e doutorado e 12 professores, que conheceram o Campus II e espaços ligados às atividades acadêmicas. A programação contou com conferências, mesas de debate, grupos de discussão e atividades de campo no Parque Estadual do Rio Doce, ao longo da semana. Segundo a organização, a iniciativa aproximou pesquisadores de diferentes países para compartilhar experiências, fortalecer redes de cooperação e aprofundar estudos sobre desafios socioambientais comuns à América Latina.
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Para o professor Bruno Capilé, integrante da comissão organizadora, a Escola SOLCHA teve um formato diferente de um congresso tradicional. "Enquanto os congressos costumam concentrar apresentações mais rápidas, a escola cria um ambiente mais próximo, com convivência diária e mais tempo para o debate teórico e metodológico sobre os trabalhos apresentados", explicou.
Rio Doce foi cenário para reflexões ambientais latino-americanas e caribenhas
A escolha da Bacia do Rio Doce como cenário das reflexões desta edição dialogou com a natureza interdisciplinar das pesquisas desenvolvidas pela SOLCHA. Capilé observou que o campo reuniu profissionais de diferentes áreas, como Geografia, Biologia e Literatura, permitindo uma leitura mais ampla de um território marcado por múltiplas dimensões históricas, geológicas e climáticas.
"O Rio Doce não pode ser compreendido apenas por documentos ou por uma narrativa histórica tradicional. Sua formação envolve o território, os povos tradicionais, o clima e a própria dinâmica do rio", afirmou.
A reitora Lissandra Lopes Coelho Rocha destacou a importância de receber, na UNIVALE, pesquisadores e estudantes de vários países para uma programação dedicada à História Ambiental da América Latina. "Esse encontro nos permitiu discutir os desafios ambientais da região, especialmente após o desastre minerário, além de apresentar aos participantes a riqueza científica da Bacia do Rio Doce", afirmou.
Ela também ressaltou que a programação proporcionou aos visitantes a oportunidade de conhecer os desafios e as potencialidades do território, incluindo a visita ao Parque Estadual do Rio Doce.
Logo na chegada, os participantes foram recepcionados com um almoço no restaurante da universidade e, em seguida, percorreram o Campus II acompanhados pela equipe organizadora. O grupo passou pelo PVA, onde funciona o GIT, e seguiu até a margem do Rio Doce, em um trecho de pedras que oferece uma das paisagens mais marcantes do campus. A visita rendeu imagens do rio, das formações rochosas, das canoas e da Ibituruna ao fundo.
Antes de entrarem no auditório para o início das atividades acadêmicas, a reitora entregou lembranças aos participantes. Em seguida, o professor Bruno Capilé brincou com o calor de Governador Valadares ao convidar o grupo a entrar logo no ambiente climatizado, em um momento que arrancou sorrisos e reforçou o clima descontraído do encontro. Depois, os participantes seguiram para um coffee break e para a conferência de abertura.
Integração e formação acadêmica
Durante entrevista, Bruno Capilé explicou que sua participação na SOLCHA, em 2017, foi decisiva para a construção de uma rede de pesquisadores que permaneceu ativa ao longo dos anos, inclusive com desdobramentos em projetos de ensino e pesquisa desenvolvidos na própria UNIVALE.
"Os contatos construídos naquele encontro continuaram gerando projetos e parcerias muitos anos depois, fortalecendo a cooperação entre pesquisadores de diferentes instituições", destacou.
A edição deste ano teve como proposta unir formação acadêmica, circulação internacional de saberes e uma leitura crítica da Bacia do Rio Doce, território que contribuiu para compreender parte dos desafios ambientais enfrentados na América Latina.










