Ao menos uma vez por semestre, a Ceua oferece alguma capacitação para docentes que utilizam animais vivos em pesquisas e no ensino, garantindo o bem-estar do animal
A Comissão de Ética no Uso de Animais (Ceua) da UNIVALE, órgão responsável por avaliar se atividades de pesquisa e ensino que envolvam animais vivos seguem procedimentos éticos em relação ao bem-estar dessas espécies, realizou terça feira (10) uma atividade de capacitação com professores do curso de Medicina Veterinária. O treinamento foi sobre o Cadastro das Instituições de Uso Científico de Animais (Ciuca), plataforma do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), órgão federal brasileiro responsável por formular normas e fiscalizar o uso humanitário de animais vertebrados em ensino e pesquisa.
A coordenadora da Ceua, professora Zara Alves Lacerda, explica que a plataforma Ciuca é um sistema de uso obrigatório, no qual devem constar diversas informações sobre as pesquisas e disciplinas do curso de Medicina Veterinária que utilizem animais vivos. “O preenchimento é obrigatório. Os professores sabem que não podem fazer uma aula prática sem um protocolo submetido e aprovado. Se o professor não dominar a plataforma e não souber utilizá-la de forma rápida, isso pode prejudicar a aula e a prática docente”, salientou Zara.

A docente ressalta ainda que, ao menos uma vez por semestre, a Ceua oferece alguma capacitação. O treinamento sobre o uso aprimorado da plataforma Ciuca, ela apontou, surgiu de uma demanda após mudanças no sistema.
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“Até 2024, o envio era manual. O professor preenchia um formulário gigantesco, a gente fazia uma leitura e avaliação para dar feedback. Isso gerava uma certa demora no processo. O Consea elaborou a plataforma Ciuca, gratuita, e agora a gente preenche de forma muito mais rápida e intuitiva. Isso acelerou muito o nosso processo. O que antes a gente levava de dois a três meses para analisar, agora a gente demora um mês ou, dependendo de quando é enviado o formulário, até menos”, explicou a coordenadora.
Zara enfatiza que é dever da Ceua capacitar, acompanhar e avaliar os docentes que utilizam animais vivos em pesquisas e no ensino, para garantir que o bem-estar do animal esteja presente e que não haja maus-tratos ou a utilização de práticas desnecessárias com os animais. “O animal não tem voz própria, e a prática docente precisa estar de acordo com legislação, regimentos e regulamentos, garantindo que não haja maus-tratos e zelando pelo bem-estar do animal”, disse ela.
Docente responsável pela atuação clínica com animais silvestres e exóticos, o professor Eduardo Ávilla foi um dos participantes do treinamento, e reconheceu a importância da capacitação sobre o uso da plataforma Ciuca. “A gente trabalha com animais vivos, e eu recebo animais resgatados da natureza, além de fazer atendimento ao público. É preciso estar sempre atualizado, e a plataforma tem essas mudanças rotineiras. A gente precisa dessas capacitações, para estar antenado quanto ao que tem que responder à Ceua”, afirmou Eduardo.










