Iniciativa de educação para as relações étnico-raciais tem como embasamento o mestrado da UNIVALE em Gestão Integrada do Território
A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Honório Fraga, em Colatina (ES), foi palco de uma roda de conversa sobre educação para as relações étnico-raciais. Os debates aconteceram no dia 15 de abril, por iniciativa do professor de Geografia na instituição e egresso do mestrado da UNIVALE em Gestão Integrada do Território (GIT), José Augusto Pires da Luz. A roda de conversa teve participação de outros egressos do GIT, entre eles o engenheiro agrônomo Girley Krenak, o primeiro beneficiado com uma bolsa de estudos na UNIVALE destinada à ação afirmativa de povos originários.
José Augusto explica que a ação faz parte do Abril Indígena, mês dedicado à valorização das culturas e lutas dos povos originários. “Nesse contexto, promovemos a roda de conversa ‘Vozes do Rio: Povos Indígenas e Justiça Ambiental – 10 anos após Mariana’. O desastre de Mariana não afetou apenas o meio ambiente, mas também a vida, a cultura e a espiritualidade dos povos indígenas. A presença do doutorando Girley Krenak, como representante da comunidade Krenak, foi fundamental para que nossos alunos compreendessem a importância simbólica do Rio Doce e a força da resiliência indígena diante da perda e da luta por justiça ambiental”, disse o professor de Geografia.


O docente salienta que a iniciativa se articula com a educação para as relações étnico-raciais, que na escola em Colatina é fortalecida por um comitê antirracista, responsável por promover debates e ações permanentes de enfrentamento ao racismo e valorização da diversidade.
Você pode se interessar por:
“Essas ações têm como embasamento o mestrado em Gestão Integrada do Território, da UNIVALE, que ofereceu o aporte necessário para que nossas práticas docentes pudessem compreender e trabalhar os conflitos que envolvem o território. O GIT nos ensina que o território é memória, cultura, identidade e também palco de disputas sociais e ambientais. Essa abordagem interdisciplinar fortalece a educação para as relações étnico-raciais, pois integra diferentes áreas do saber e aproxima teoria e prática. Além disso, o trabalho conta com a participação de quatro egressos do programa, que trazem sua experiência acadêmica e prática para dentro da escola, enriquecendo os debates e consolidando uma educação inclusiva e transformadora”, avaliou José Augusto.










