Formado pela UNIVALE em 2018, Tony desenvolve pesquisas em empresa de consultoria de tratamento de água e esgoto em Milwaukee

Aluno do curso de Engenharia Civil e Ambiental da UNIVALE entre os anos de 2014 e 2018, Antônio Carlos de Oliveira Martins Júnior atualmente mora nos Estados Unidos, onde trabalha com consultoria em processos de tratamento de água e esgoto na empresa Black & Veatch. Após a graduação, Tony, como é conhecido, prosseguiu também na carreira acadêmica, concluindo posteriormente o mestrado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e, agora em 2026, o doutorado no Centro de Qualidade da Água (Water Quality Center), na Marquette University, em Milwaukee, no estado norte-americano de Wisconsin.
Em sua atividade profissional, Tony desenvolve pesquisas ligadas à qualidade da água e tratamento de água e esgoto. “Eu trabalho ajudando municípios que têm estações de tratamento de água e esgoto a resolverem problemas, melhorarem suas estações, expandirem, desenvolverem novas tecnologias, atendendo à regulação relacionada à qualidade da água. Entrei para a indústria porque senti uma grande necessidade de aplicar o meu conhecimento de uma forma mais direta e conhecer melhor esse segmento”, afirmou.

As primeiras oportunidades de Tony com pesquisa foram durante a graduação na UNIVALE, onde também desenvolveu atividades de extensão. Essa trajetória, ele avalia, foi essencial para despertar o interesse por uma carreira acadêmica. “Tive dois anos de iniciação científica, com muito aprendizado e muita prática, que me ensinaram a fazer pesquisa. Tive a oportunidade de ir a muitas conferências, o que é imprescindível quando se faz pesquisa, para comunicar os resultados científicos e conhecer outras pessoas. Foram dois anos muito interessantes”, declarou o engenheiro.
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Ao concluir o curso em Engenharia Civil e Ambiental, o passo seguinte foi o mestrado, e Tony cursou o programa em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS, em Porto Alegre, que abriu portas para o doutorado nos Estados Unidos. E ele reconhece que a base adquirida na UNIVALE também contribuiu para chegar a uma universidade norte-americana.
“Eu vim para a Marquette University, na cidade de Milwaukee, no Wisconsin, e trabalhei no Water Quality Center, que é um laboratório que faz pesquisas relacionadas à água, qualidade da água para beber, esgoto sanitário, esgoto industrial e recursos hídricos, de forma geral. E eu lembro que um dos motivadores para eu chegar lá foi a publicação de um artigo científico, junto com a professora Renata Campos. Os produtos que consegui gerar durante meu tempo de pesquisa e extensão na UNIVALE foram muito importantes para que eu fosse aceito na universidade aqui nos Estados Unidos. E eu nunca me esqueço disso, porque o artigo foi publicado em inglês”, destacou.

Com a professora Renata Campos, ele recorda, vieram oportunidades como o trabalho em campo de coleta de amostras no Parque Estadual do Rio Doce. “A experiência com a professora Renata foi uma das mais importantes da minha carreira, porque foi o primeiro contato que tive com pesquisa. Com ela aprendi como se faz pesquisa, e a importância da pesquisa para a sociedade. A professora Renata é uma profissional muito inspiradora. E tenho certeza de que qualquer pessoa que trabalha com ela vai dizer algo semelhante, então eu gosto de ressaltar isso porque o esforço dela é muito importante, não só para mim, mas como para outros colegas e outros estudantes que ela ainda motiva”, frisou, lembrando ainda de outros docentes, como Hernani Santana, Dayane Ferreira, Herculano Xavier e Maria Celeste Fernandes de Souza.
Para quem ainda está na universidade, Tony recomenda a participação em todas as oportunidades de pesquisa e extensão, para construir uma trajetória acadêmica e profissional de sucesso. “Eu aproveitei tudo que pude durante o meu tempo na UNIVALE. Eu participava de todos os projetos que eram interessantes e me chamavam a atenção, mesmo que seja de forma voluntária. Eu tive bolsa de iniciação científica e tive bolsa de extensão, mas também participei em pesquisa como voluntário, sem receber, porque eu queria aprender. A graduação é o momento de tentar e experimentar. Essas experiências de pesquisa e extensão foram essenciais para mim, para eu pensar em escolher uma carreira acadêmica”, concluiu.











