Legislação, códigos de ética, normas e documentações foram alguns dos temas abordados em oficina voltada à comunidade acadêmica
Professores, alunos e trabalhadores técnico-administrativos da UNIVALE participaram de uma oficina sobre uso ético de imagens e dados sensíveis em pesquisas e atividades de ensino e extensão. A capacitação foi uma ação em conjunto da Comissão de Ética no Uso de Animais (Ceua) e do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP).
A coordenadora da Ceua, professora Zara Lacerda, explicou que o treinamento foi oferecido para orientar sobre o uso ético de dados pessoais e imagens no meio acadêmico. Durante a oficina, os participantes discutiram procedimentos, normas e legislações, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e códigos de ética das profissões ligadas aos cursos de graduação da universidade.

“Atividades de vários cursos fazem uso dessas imagens visuais e também dados sensíveis e dados pessoais. Conselhos profissionais, como os de Medicina, de Biomedicina, Medicina Veterinária, Nutrição e Odontologia têm todo um código de ética sobre quais condutas são corretas e quais não são corretas com uso dessas informações. A gente vai trabalhar muito disso aqui e a ideia é apresentar um contexto sobre a temática e debatê-la, para fazer um alinhamento de educação continuada dos nossos professores, pesquisadores e alunos também”, comentou Zara.
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Conforme enfatizou a coordenadora do CEP, professora Mônica Valadares, o responsável por conduzir a atividade deve proteger as pessoas que se prontificaram a contribuir voluntariamente para a realização da pesquisa. Em sua fala durante a capacitação, ela falou sobre documentos, normas e resoluções sobre a base ética de pesquisa científica.

“É importante seguir os procedimentos e proteger os dados, que são dados sensíveis, dependendo do tipo de pesquisa que o participante faz. A gente deve ter essa responsabilidade e o participante da pesquisa precisa ser orientado, para ficar claro que ele não é obrigado a participar da pesquisa e tem a liberdade de desistir da participação, com o direito de sair da pesquisa a qualquer momento”, afirmou Mônica.
Membro titular da Ceua, o professor Thalisson Gomides destacou as responsabilidades do docente e do pesquisador em relação ao tratamento e utilização dos dados. “Quando nós nos colocamos na pesquisa, e até na parte clínica, nós somos responsáveis pelos dados das pessoas. Passamos a ser guardiões daqueles dados, que podem e devem ser utilizados na clínica e na pesquisa, mas o pesquisador e o professor responsável têm responsabilidades. O uso de dados sensíveis e imagens deve respeitar princípios éticos, normas profissionais e as legislações de proteção de dados”, disse Thalisson.











