O aprendizado dos alunos do mestrado em Gestão Integrada do Território (GIT), da UNIVALE, ultrapassou as paredes da sala de aula, com uma visita ao terreiro de Umbanda Oxóssi Ytaiossí. Os professores da disciplina de Fundamentos da Ciência e da Pesquisa também acompanharam essa vivência dos estudantes.
“Nessa disciplina, a gente faz várias discussões sobre estudos e fundamentos da ciência, com interdisciplinaridade e complexidades atuais. E a gente viu que essa [visita ao terreiro de Umbanda] era uma oportunidade que a gente tem em nossa cidade”, relatou a professora Cristiane Mendes Netto.

“Essa é uma atividade antropológica, em que os alunos vêm a campo para fazer pesquisa. O objetivo é eles pensarem, depois dessa experiência, o que eles conheciam ou ouviam falar das religiões da afrodiáspora, e comparar com o que eles viram aqui e aprenderam com essa vivência”, complementou o docente Edmarcius Carvalho.
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O babalorixá Abraão Gomes salienta que, mais que a expressão da religiosidade, o terreiro de Umbanda é também um local de manifestações culturais. “Além desse mapeamento que a universidade pode fazer, isso é importante porque a universidade e a ciência também estudam cultura. E o que nós fazemos aqui é cultura. Nossa religião não é apenas fé, não é apenas crença, é também prática, ancestralidade, história e cultura”, afirmou Abraão.

Estudantes e professores da UNIVALE puderam acompanhar de perto uma das cerimônias que acontecem no templo, participando da festa de orixás. Para o mestrando Júlio Cezar Gomes, a visita ao terreiro de Umbanda Oxóssi Ytaiossí foi ainda uma oportunidade para aprofundar a pesquisa.
“É interessante a gente conseguir vir e prestigiar a festa neste terreiro, porque minha pesquisa envolve justamente a importância da vivência em terreiros para pessoas negras em multiterritorialidades em Governador Valadares. Eu avalio como o terreiro e as festividades, esses saberes que por muito tempo vêm sendo subalternizados e colocados em um lugar de não valorização, são importantes e influenciam na construção de identidades, principalmente negras, no meu recorte de pesquisador”, destacou o mestrando.
Veja também a matéria da UNIVALE TV sobre a visita ao terreiro de Umbanda Oxóssi Ytaiossí:









