Evento reuniu participantes de seis estados brasileiros para discutir temas ligados à cultura, identidade e produção de conhecimento
O seminário foi conduzido pelo mestrando Douglas Leandro de Oliveira, pesquisador que desenvolve estudos sobre filosofia, teologia, corporeidade e territorialidades. Durante a atividade, os participantes refletiram sobre a relação entre corpo, território e espiritualidade e como esses elementos fazem parte da construção das identidades e das experiências humanas.

As discussões também abordaram o terreiro como um espaço que vai além da prática religiosa. O local foi apresentado como um território de preservação da ancestralidade, transmissão de conhecimentos, fortalecimento da comunidade e valorização de saberes historicamente marginalizados.
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O coordenador e professor do Mestrado em Gestão de Conflitos, Direitos e Humanidades (GECON) da UNIVALE, Bernardo Nogueira, destacou que o seminário promoveu um debate sobre diversidade, democracia e convivência entre diferentes formas de viver a religiosidade. "É um debate sobre qual país e qual tipo de sociedade nós queremos habitar e até que ponto a nossa democracia e o nosso Estado de Direito abraçam a diversidade em suas diferentes expressões religiosas. Acima de tudo, é um espaço acolhedor, que reúne vozes, corpos e experiências distintas para construir territórios mais inclusivos e abertos ao diálogo", afirmou.

Segundo o professor, a discussão também fortalece a proposta do programa de pós-graduação ao aproximar diferentes áreas do conhecimento. "O conceito de corpo-território dialoga não apenas com os estudos territoriais, mas também com a filosofia, o direito, as religiosidades e outras práticas que contribuem para os debates científicos contemporâneos. A relação entre dança e religiosidade, apresentada pelo pesquisador Douglas, é um tema presente em muitas das relações sociais do nosso país", ressaltou.
O evento contou com participantes dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco e Roraima. A diversidade de públicos contribuiu para a troca de experiências e para o debate sobre diferentes formas de compreender o território, a cultura e as práticas religiosas.










