Parque interativo no Campus II aproxima estudantes do conhecimento e mostra que aprender pode ser tocar, testar e se encantar
O primeiro sinal de que o visitante entrou em um espaço dedicado à ciência não é o silêncio, mas justamente o oposto. No Parque da Ciência da UNIVALE, são as reações que anunciam a experiência: o riso espontâneo diante de um espelho que distorce a imagem, o susto causado por um experimento elétrico, o olhar curioso que se transforma em descoberta. Ali, o aprendizado nasce do espanto.

Localizado no Campus II da universidade, o parque foi criado com o objetivo de aproximar a ciência do cotidiano de estudantes da educação básica. No espaço, conceitos antes abstratos ganham forma e significado por meio da experimentação. A proposta rompe com o modelo tradicional de ensino, baseado na observação a, e convida o público a interagir, testar e vivenciar, tornando o conhecimento mais acessível e envolvente.
“O Parque é um território onde a curiosidade conduz tudo”, afirma o professor e coordenador Célio Simonacci Gomes. “A gente está acostumado a ver a ciência como algo difícil, às vezes até inacessível. Quando o aluno entra aqui, ele percebe que pode tocar, testar e entender com o próprio corpo aquilo que antes estava só no quadro.”
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Célio fala do espaço como quem descreve uma mudança de perspectiva. Para ele, o que acontece ali vai além da demonstração de fenômenos. “Quando o estudante vê um experimento acontecendo na frente dele, algo muda. Não é mais uma fórmula abstrata. É luz, é movimento, é som. É a ciência acontecendo de verdade”, diz.
Essa mudança, segundo o professor, é visível. “Tem um momento em que a gente percebe: o aluno deixa de só olhar e começa a perguntar. E essa pergunta é o mais importante. Porque ela mostra que ele está pensando, que ele quer entender.”

Entre os equipamentos disponíveis estão experimentos clássicos, como o gerador de Van de Graaff, além de atividades envolvendo óptica, mecânica e eletricidade. Cada instalação funciona como um convite à descoberta e, muitas vezes, à surpresa.
A professora e coordenadora Thaise da Silva Borges destaca justamente esse impacto inicial. “Quem chega pela primeira vez se surpreende com a possibilidade de vivenciar, na prática, conteúdos que já viu na sala de aula”, explica. Para ela, o diferencial está na forma como o conhecimento se apresenta. “O aluno reconhece o que aprendeu, mas agora de um jeito concreto, quase palpável.”
O espaço funciona com visitas agendadas ao longo do período letivo, sempre às quartas-feiras, das 14h às 18h, recebendo turmas de escolas municipais, estaduais e particulares. A organização prévia garante que cada grupo tenha tempo e orientação para explorar os experimentos com atenção.
Os agendamentos podem ser feitos pelos e-mails celio.gomes@univale.br e thaise.borges@univale.br.









