Pesquisas articulam comunicação, ancestralidade e território e projetam a UNIVALE em debates acadêmicos internacionais

A produção acadêmica desenvolvida na UNIVALE alcançou destaque internacional a partir da participação no 8º Congresso Internacional Media Ecology and Image Studies – (Des)aceleração midiática, realizado em novembro de 2025. O evento, que reuniu pesquisadores de 12 países em formato totalmente remoto, resultou na publicação de 18 livros pela Ria Editorial, atualmente disponíveis para leitura.
Entre essas obras está o livro “Ações afirmativas ecossistêmicas”, organizado por Juarez Tadeu de Paula Xavier e Liliane dos Anjos, que reúne dois capítulos assinados por docentes e discentes da UNIVALE, com protagonismo da professora Deborah Vieira, dos cursos de Comunicação e Design da instituição. Os trabalhos abordam temas como comunicação, território, ancestralidade, povos tradicionais e presença indígena na política, articulando teoria e realidade social.
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Comunicação, território e povos tradicionais do Vale do Rio Doce
Um dos capítulos publicados tem como título “Água que corre, luta que permanece: representações dos povos tradicionais do Rio Doce no discurso institucional e na mídia popular”. O texto é assinado por Sarah Monteiro Amorim, aluna do curso de Publicidade e Propaganda da UNIVALE; Deborah Vieira, professora dos cursos de Comunicação e Design; e Gabriel Ventura, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Gestão Integrada do Território (GIT).
A pesquisa analisa como as comunidades tradicionais do Vale do Rio Doce são representadas em diferentes narrativas midiáticas após o rompimento da barragem de Mariana (MG). Para isso, os autores comparam o discurso institucional presente no portal da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) com as narrativas veiculadas pelo jornal Brasil de Fato, evidenciando disputas de sentidos, silenciamentos e formas de resistência presentes na comunicação.
O estudo dialoga diretamente com a realidade regional e com o conceito de território, eixo central das pesquisas desenvolvidas na UNIVALE, ao evidenciar como a mídia contribui para a construção de memórias coletivas sobre o desastre ambiental e seus impactos sociais.
Ancestralidade e presença indígena na política institucional
O segundo capítulo, intitulado “A política é ancestral: a reexistência indígena de Joenia Wapichana no Twitter”, é de autoria da professora Deborah Vieira e do mestrando Gabriel Ventura, em colaboração com as pesquisadoras Millena Gonçalves, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e Mariane Motta, do Senac Minas.

O trabalho acompanha as publicações feitas pela deputada federal Joenia Wapichana durante o primeiro semestre de seu mandato, em 2019, analisando como a parlamentar utiliza as redes sociais para articular comunicação política, ancestralidade indígena e resistência no espaço institucional. O capítulo reflete sobre a presença de mulheres indígenas na política brasileira e sobre como o ambiente digital se torna um espaço estratégico de visibilidade, afirmação identitária e disputa de narrativas.
Para a professora Deborah Vieira, a participação no congresso e a publicação dos capítulos reforçam o compromisso da UNIVALE com uma produção científica conectada aos desafios sociais. “Essas pesquisas mostram como a comunicação é um espaço fundamental de disputa de sentidos, memória e reexistência, especialmente quando tratamos de povos tradicionais e indígenas. Esse debate se articula diretamente com o conceito de território, central nas pesquisas desenvolvidas pela UNIVALE. Levar essas reflexões a um congresso internacional amplia o alcance dessas vozes e desses debates”, destaca a professora.
Link do livro: https://www.riaeditorial.com/livro/acoes-afirmativas-ecossistemicas








