Coordenação: Haruf Salmen Espinola | haruf.espindola@univale.br
Colaboradores (as):
Discente (s) de Iniciação Científica:
Vigência: 31/01/2024 à 31/12/2026 | Apoio: FPF/UNIVALE|CNPq
Objetivos do Projeto
O Parque Estadual do Rio Doce (PERD) fará 80 anos em 2024 e tem sido estudado há décadas sob a perspectiva da biologia da conservação, especialmente nos projetos no Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD). Enquanto maior remanescente da Mata Atlântica no estado de Minas Gerais e o terceiro maior complexo lacustre do Brasil, o PERD tem um papel ecológico importante junto a um grande pólo siderúrgico e outras atividades econômicas de grande impacto, como celulose, silvicultura e pecuária. Na História Ambiental as narrativas catastróficas vêm ressaltando o fator delletério da espécie humana na conservação da biodiversidade. Além de trazer uma inação social para a proteção à natureza, essa perspectiva invisibiliza a complexidade das relações socioecológicas nas matas e lagos do Parque e como são afetados por estas e outras atividades humanas, Este projeto visa historicizar estas relações socioecológicas num sentido de compreender e dar significado às interações humanas e não humanas em vários aspectos: das pesquisas científicas já realizadas, das dinâmicas territoriais e conflitos socioambientais, do sucesso das ações de conservação da biodiversidade e de compreender estes aspectos para dar maior visibilidade a eles através de ações de divulgação científica e educação patrimonial. Uma história ambiental pautada numa ética biocultural sobre o PERD, onde também se desenrola como um projeto de memória sobre o Rio Doce, junto ao Observatório Interdisciplinar do Território (OBIT), Sendo assim, além da pesquisa no campo da história ambiental tendo uma equipe interdisciplinar com biólogos, historiadores e profissionais da comunicação e TI, este projeto busca desenvolver materiais para fora do âmbito acadêmico, como: um documentário sobre o PERD 80 anos e uma série de vídeos, artigos de divulgação científica, cartilhas e infográficos para livre uso nas escolas, um inventário de referências biológicas e culturais, e um hotsite para a divulgação destes materiais.