Entre brincadeiras e desinformação, a mentira ganha novos contornos e reforça a necessidade de atenção às fake news
O tradicional 1º de abril, conhecido como Dia da Mentira, vai além das brincadeiras inocentes e levanta um debate cada vez mais urgente: a disseminação de fake news. O que antes era visto como algo pontual e sem grandes consequências, hoje ganhou proporções maiores com o uso das redes sociais e aplicativos de mensagens.
De acordo com a coordenadora do Sistema de Bibliotecas da UNIVALE (SIBI), Isis Carolina Garcia Bispo, muitos conteúdos falsos circulam com aparência de verdade e acabam sendo compartilhados rapidamente. “Atualmente, vemos uma grande circulação de informações falsas ligadas à saúde, como promessas de curas milagrosas, além de desinformação sobre vacinas, golpes financeiros, promoções falsas e até conteúdos manipulados com uso de inteligência artificial”, explica.

Segundo a especialista, nem sempre quem compartilha esse tipo de conteúdo age de má-fé. “Muitas pessoas acreditam profundamente naquilo que recebem e acabam repassando sem checar a veracidade”, destaca.
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Apesar disso, os impactos podem ser sérios. Isis alerta que a disseminação de fake news pode causar danos à saúde, prejuízos financeiros e até comprometer a reputação de pessoas e instituições. “Existe também o risco de responsabilização legal, principalmente em casos que envolvem calúnia ou difamação”, afirma.
Para evitar cair em armadilhas, a orientação é simples: desconfiar. “É fundamental verificar a fonte da informação, observar a data, identificar quem escreveu e ter cautela com mensagens alarmistas. Se houver dúvida, o melhor é não compartilhar”, orienta.










