Sumário
A 8ª edição do Pint of Science em Valadares tem o tema “Ciência em ebulição”, com três noites na sala Magma 4071, o laboratório de Inovação da Sicoob AC Credi
A segunda noite do Pint of Science em Governador Valadares trouxe debates sobre o tema “Cultura digital, criação e direitos”, com discussões sobre direitos autorais no uso de ferramentas de Inteligência Artificial e proteção a crianças do excesso de compartilhamento de imagens nas redes sociais. Mantendo a proposta de divulgar a ciência fora do espaço acadêmico, as duas rodas de conversa da terça-feira (19) abordaram assuntos como tecnologia, produção cultural, circulação de conteúdos, autoria, proteção de direitos e os impactos éticos e sociais das práticas digitais no cotidiano.
Abrindo os trabalhos do Pint of Science na terça, o jornalista e diretor da UNIVALE TV, Washington Bonifácio, o Bony, trouxe convidados ligados à música, ao direito e à tecnologia para a conversa “O uso da inteligência artificial na produção artística musical: de quem é o direito?”, com observações sobre ferramentas de IA na composição de singles e direitos autorais. O tema da conversa faz parte da pesquisa que Bony desenvolve atualmente, como aluno do mestrado da UNIVALE em Gestão Integrada do Território (GIT).

“Nos estudos territoriais, a gente tem que entender a música como um território. Dividi a música em dois territórios, o território físico, que é do CD, do disco e da fita cassete, e o território digital, que nós estamos vivendo hoje. O território físico já está pacificado, já existe legislação própria, que garante o direito a quem compõe e a quem interpreta. Mas no território digital as coisas são muito novas, e agora surgiu também a inteligência artificial. A pessoa pode produzir a música dela, escrever a letra e pedir um gênero musical, falando ainda se quer uma voz masculina ou feminina, e está pronta a música. No território digital não existe associação para proteger esse direito lá, é uma coisa mais complexa”, afirmou o jornalista.
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A segunda conversa da noite de Pint of Science foi proposta pela professora Kaísa Macedo Lauar, coordenadora do curso de Direito da UNIVALE. Com o tema “Meus filhos, meu conteúdo? O limite entre o post ‘fofinho’ e a exploração”, e a participação de outros docentes do curso, o debate trouxe reflexões sobre o oversharenting, prática da superexposição de crianças com imagens e vídeos em redes sociais.

“Esse fenômeno é recente. A criança é um sujeito de direito, e seus direitos têm que ser preservados. Os pais, dentro desse cenário, será que estão protegendo seus filhos? A gente tem visto muitas questões dessa exposição, até para monetizar a imagem da criança. Dentre os direitos da criança a gente adentra direitos da personalidade, direito de imagem e também uma mudança sociocultural. Porque antes a gente buscava um álbum de fotografias para ter recordações. E hoje o movimento já é diferente. A gente acessa qualquer rede social para ver a infância, para ver o crescimento da criança. Nossa proposta é debater e analisar toda essa dinâmica, e até onde vão as consequências”, comentou Kaísa.
Sobre o Pint of Science
Criado em 2012 na Inglaterra, o Pint of Science é um festival internacional que propõe “um brinde à ciência”, levando professores e pesquisadores a ambientes fora dos limites das universidades, para conversar sobre seus estudos de forma leve e descontraída. No Brasil, 213 cidades organizaram o evento simultaneamente em 2026, entre os dias 18 e 20 de maio. A UNIVALE é responsável por realizar o Pint of Science em Governador Valadares – é a 8ª edição do festival no município, neste ano com o tema “Ciência em ebulição”, com três noites na sala Magma 4071, o laboratório de Inovação da Sicoob AC Credi.
“O Pint of Science deste ano está muito bom, com discussões acaloradas e muito boas, muito enriquecedoras. Esse é um evento em que a universidade tem a oportunidade de mostrar à comunidade as suas pesquisas. Esse ambiente é muito apropriado, porque permite maior interação entre os palestrantes e quem está acompanhando as palestras. É um evento sensacional, que a UNIVALE abraçou desde 2019, por iniciativa da pró-reitora Adriana Coelho. São poucas as cidades no mundo que têm esse evento internacional, e Valadares é um destaque, com inovação, pesquisa, conhecimento e a interação, que é importantíssima, entre a universidade e a comunidade”, avaliou o presidente da Fundação Percival Farquhar (FPF, a mantenedora da UNIVALE), Rômulo César Leite Coelho.












