Encontro do Paope com pacientes e familiares integra curso de Odontologia com a comunidade
O Polo Integrado de Assistência Odontológica ao Paciente Especial (Paope) é um serviço pioneiro e gratuito de saúde bucal que a UNIVALE oferece a pessoas com deficiência intelectual. Na manhã desta sexta-feira (15), pacientes e familiares que integram a Associação de Pais e Amigos do Paope (Apap) estiveram no campus para um encontro de confraternização e de orientações quanto aos direitos e demandas desse público.
A coordenadora do Paope e professora do curso de Odontologia, Tânia Terezinha Soares Nunes Leite, destaca o encontro com a Apap como uma oportunidade de integração entre a UNIVALE e a comunidade.

“Essas reuniões acontecem, normalmente, duas vezes ao ano, sempre para ter essa oportunidade de encontrar com eles, tirar dúvidas e passar os informativos. É um momento de confraternização, porque eles vêm aqui em um dia ou outro, é importante essa integração e confraternização com eles”, disse a coordenadora.
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Os informes foram feitos pela assistente social do Paope, Iracy de Matos, que repassou orientações sobre direitos e demandas de pessoas com deficiência, como passe livre no transporte público e o repasse do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

“Eu trabalho com famílias atípicas desde 1987, conheço essa realidade e sei que é muito difícil. Mas eu acho que o mais difícil mesmo é uma criança ou uma pessoa deficiente intelectual, que às vezes até nem fala, ficar com dor de dente”, salientou Iracy.
Antes do encontro terminar, com um lanche, os momentos de recreação ficaram por conta das apresentações do grupo de capoeira da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e dos integrantes do Programa Odontologia na Comunidade (Ponc), em que alunos e docentes da UNIVALE levam informações sobre saúde bucal, de forma lúdica, a instituições como escolas e creches.


“Desde a minha formação, sempre tive um carinho muito grande por esse público de pessoas excepcionais. Porque são seres humanos que sentem dores e precisam ser acolhidos, e passam por muitos desafios todos os dias, como dificuldade de transporte e dificuldade no acesso ao atendimento. O SUS tem o princípio de atender o ser humano na sua integralidade, e hoje eu trago isso para meus alunos”, afirmou a professora Gleicilaine Rodrigues Gonçalves, integrante do Ponc.












