Sumário
Obra “Confissões sobre o amor que vem: ensaiando mediação e literatura” será lançada em Belo Horizonte, no dia 7 de fevereiro
Reunindo conceitos filosóficos e literários para abordar a mediação de conflitos, o novo livro do professor Bernardo Gomes Barbosa Nogueira, docente da UNIVALE no curso de Direito e no mestrado em Gestão Integrada do Território (GIT), intitulado “Confissões sobre o amor que vem: ensaiando mediação e literatura” será lançado no Instituto e Câmara de Mediação Aplicada (IMA), em Belo Horizonte, no dia 7 de fevereiro. Também haverá uma solenidade de lançamento em Governador Valadares, em data ainda indefinida, na sede local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em evento que também será uma atividade do curso de Direito da universidade.

Com influências de autores como Jacques Derrida, Giorgio Agamben e Bell Hooks, entre outros, Bernardo utiliza elementos de filosofia, literatura e prática jurídica para tratar da escuta do outro e da hospitalidade como gestos de travessia, capazes de democratizar a construção de soluções para as controvérsias entre as pessoas. Ao comentar a obra em entrevista ao programa Ed. Pesquisa, da UNIVALE TV, o professor comparou a elaboração de narrativas literárias à solução de conflitos.
“A literatura de histórias é uma construção de narrativas. Um conflito é o encontro de uma narrativa sendo contada, sentida e apreciada sob perspectivas completamente diferentes. Quando nos aproximamos de obras literárias, abrimos nossas condições de compreensão das narrativas. As pessoas desejam, quase como um ato ontológico, narrar suas histórias. E, por vezes, quando você narra, entra em conflito. Os conflitos são sempre conflitos de linguagem. A literatura empresta camadas de linguagem, e você se torna mais humano, na perspectiva de se sentir menos completo. É um ato quase que de aceitar limites, que por vezes fazem o conflito acontecer. A narrativa literária nos ensina a escutar e sermos humildes perante à imensidão que é o outro, que é sempre segredo”, afirmou o docente.
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Bernardo afirma que seu novo livro “é para juristas e não juristas, filósofos e não filósofos, literatos e não literatos”, para ser lido por qualquer pessoa interessada na construção interdisciplinar acerca de distintas formas de se ler o conflito como condição humana do encontro com o outro.

“Quando trabalhamos com a criação, sobretudo com a criação interdisciplinar, como é o caso deste livro, necessariamente nós transgredimos os limites da ciência de uma monodisciplina. A gente transgride, porque em todo encontro nós inventamos algo novo. E sobretudo a gente transgride porque trabalhar com mediação e literatura, em diálogo com a filosofia, é sempre trabalhar com a ética, que é a hospitalidade e a recepção do outro. E quando a gente está aberto a receber o outro, a gente transgride uma lógica de dominação”, observou.








