Conselheiro enfatizou que a prática plena da Medicina Veterinária só pode acontecer após a conclusão do curso, obtenção do diploma e inscrição no CRMV
Membro do Conselho Regional de Medicina Veterinária em Minas Gerais (CRMV-MG), Rômulo Edgard Silveira do Nascimento esteve na UNIVALE na terça-feira (14) para ministrar uma palestra sobre riscos e consequências do exercício ilegal da profissão. Sob o título “O preço da pressa”, a palestra de Edgard fez um alerta aos alunos do curso de Medicina Veterinária da instituição para que, enquanto ainda estiverem na graduação, que todo procedimento ou atendimento que realizem sempre aconteça sob orientação de um veterinário já inscrito no CRMV.
“A maioria dos casos de exercício ilegal começa como um favor para alguma pessoa conhecida. Não deixe a ansiedade destruir uma carreira antes mesmo de começar”, afirmou o conselheiro do CRMV, aos alunos da UNIVALE, durante sua palestra. “Eu vim mostrar para os estudantes que eles precisam conter a ansiedade. A ansiedade é normal de todo estudante, de querer sair e praticar, mas não pode sair e fazer cirurgia sem acompanhamento, não pode fazer consulta e atendimento sem que um veterinário acompanhe. O estudante não pode fazer isso, perante a sociedade o estudante ainda é um leigo. E eu vim mostrar as regras, normas e penalidades, caso eles descumpram essas regras”, reforçou o veterinário.

Edgard enfatizou que a prática plena só pode acontecer após a conclusão do curso, obtenção do diploma e inscrição no Conselho. “A prática precisa ter sempre o acompanhamento de um médico-veterinário, e deve ser realizada em um ambiente escolar, como um estágio regulamentado. Não pode ser de qualquer maneira. Uma campanha de castração que coloque 500 estudantes para fazer cirurgia, também não pode. Há todo um procedimento, todo um protocolo que deve ser seguido”, afirmou o conselheiro.
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A cada mês, ele salienta, o CRMV julga em torno de 12 processos éticos. Embora apenas médicos-veterinários já diplomados sejam julgados pelo Conselho, Edgard lembra que estudantes também podem sofrer punições, caso incorram no exercício ilegal da profissão.
“Se um veterinário deixar um estudante operar sozinho, por exemplo, o estudante é alvo de um processo civil, e para o veterinário é caso de processo ético, dentro do Conselho. Cada um responde dentro da sua esfera. No caso do veterinário, se um animal morrer em situação assim, ele também pode responder de forma civil. Mas o Conselho só tem poder e só pode julgar o veterinário. O Conselho não tem poder sobre um cidadão comum, mas encaminha a denúncia a um órgão competente, como o Ministério Público ou a Polícia Civil”, declarou o membro do CRMV.











