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Foto de aldeia em Aracruz, no Espírito Santo, de projeto realizado com alunos de educação básica em aldeias indígenas

Egresso do GIT trabalha memória, identidade e resistência indígena em Aracruz, no Espírito Santo

16 setembro, 2026

Conceitos ligados aos estudos territoriais, trabalhados no mestrado da UNIVALE, também estão presentes nas atividades dos alunos capixabas em aldeias indígenas

Foto de aldeia em Aracruz, no Espírito Santo, de projeto realizado com alunos de educação básica em aldeias indígenas

Desenvolvido pela Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Honório Fraga, de Colatina (ES), o projeto “Vozes do rio: povos indígenas e justiça ambiental – memória, resistência e futuro nos territórios capixabas”, valoriza os povos originários como protagonistas de suas próprias histórias e reconhece seus saberes e modos de vida como fundamentais para a compreensão dos territórios capixabas. O projeto é realizado pelo professor de Geografia e egresso do mestrado da UNIVALE em Gestão Integrada do Território (GIT), José Augusto Pires da Luz.

“Os estudantes da Escola Honório Fraga participaram de uma experiência de campo voltada à aproximação, à escuta e à aprendizagem com os povos originários. O percurso incluiu áreas de restinga, o manguezal do Rio Piraqueaçu, a região de Santa Cruz e a Aldeia Temática Tekoá Mirim, possibilitando aos estudantes observar as paisagens e compreender as relações existentes entre território, cultura, identidade e natureza”, explicou José Augusto.

O professor de Geografia afirma que o município de Aracruz ocupa um lugar singular no Espírito Santo, pela expressiva presença dos povos indígenas. “Segundo dados do Censo Demográfico de 2022, 7.425 indígenas vivem no município, o que corresponde a 51,5% da população indígena capixaba. Nesse território estão comunidades Tupinikim e Guarani que mantêm vivas suas histórias, práticas culturais, saberes e relações com a natureza. O projeto desenvolvido pela Escola Honório Fraga destaca a presença de nove aldeias indígenas em Aracruz, sendo cinco Tupinikim e quatro Guarani”, detalhou.

Foto de aldeia em Aracruz, no Espírito Santo, de projeto realizado com alunos de educação básica em aldeias indígenas

Ao longo do mês de setembro, relatou José Augusto, as experiências vivenciadas durante a atividade de campo serão transformadas em um registro audiovisual e em um seminário, no qual os estudantes abordarão diferentes temas relacionados aos povos indígenas, ao território, à cultura, à identidade, ao meio ambiente e à justiça socioambiental. A proposta, frisou o egresso do GIT, é fazer com que a experiência vivida na aldeia retorne à escola como conhecimento compartilhado, ampliando o olhar dos estudantes sobre os territórios indígenas e sobre as vozes, histórias e saberes que lhes dão significado.

Conceitos ligados aos estudos territoriais, tão trabalhados no mestrado da UNIVALE, também estão presentes nas atividades dos alunos capixabas em aldeias indígenas. “A experiência permitiu compreender a aldeia para além de sua dimensão física. Em diálogo com Yi-Fu Tuan, o espaço transforma-se em lugar à medida que é vivido, experienciado e carregado de significados. Nessa perspectiva, a aldeia pode ser compreendida como um lugar de memória, ancestralidade, identidade e pertencimento, construído pelas relações entre as pessoas e o território que habitam”, observou José Augusto.

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