Coordenação: Rafael Silva Gama | rafael.gama@univale.br
Colaboradores (as):
Discente (s) de Iniciação Científica: -
Vigência: 01/02/2026 à 01/02/2028 | Apoio: FPF/UNIVALE e SEBRAE
Objetivo do projeto:
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, permanece um desafio global devido à sua persistência intracelular e à complexidade das respostas imunes associadas. Estudos demonstram que granulomas, tradicionalmente considerados barreiras protetoras, podem também favorecer a disseminação micobacteriana por meio do recrutamento e migração de macrófagos infectados. Em modelos in vitro, co-culturas de PBMCs com M. leprae reproduzem agregados celulares semelhantes a granulomas, permitindo a manutenção da viabilidade bacteriana. Paralelamente, células-tronco mesenquimais derivadas da polpa dentária (DPSCs) exibem alta capacidade proliferativa e propriedades imunomodulatórias, modulando a secreção de citocinas e a via PD-1/PD-L1, além de formarem microambientes celulares densos que podem representar nichos de sobrevivência para o bacilo. Resultados preliminares do nosso grupo indicam que DPSCs infectadas com M. leprae formam agregados celulares e modulam o perfil secretório do meio de cultura, com aumento na carga bacteriana ao longo de 120 dias. Assim, o presente projeto tem como objetivo avaliar, in vitro, a capacidade das DPSCs em criar um microambiente favorável à disseminação de M. leprae na presença de PBMCs. Para isso, serão investigadas as alterações no perfil de citocinas e quimiocinas, a formação de agregados celulares semelhantes a granulomas e a variação da carga bacteriana em co-culturas. Este estudo poderá contribuir para o entendimento dos mecanismos de evasão imunológica e persistência do M. leprae, além de fornecer subsídios para novos modelos experimentais da hanseníase.





