A aula magna do segundo semestre no mestrado da UNIVALE em Gestão Integrada do Território (GIT) trouxe aos participantes reflexões sobre as consequências do Super El Niño e das mudanças climáticas na saúde. O mediador do painel foi o professor do GIT, Leonardo Leão, que ressaltou a importância da atuação interdisciplinar, com profissionais de diversas áreas contribuindo para as questões do clima.
“Estamos vivenciando esses extremos climáticos, e a gente vai debater justamente isso. Esse calor intenso, essa chuva extrema e em grande quantidade, frio e calor, todas essas mudanças bruscas, que vêm ocorrendo no território onde nós vivemos. Vamos refletir sobre onde tudo isso impacta na saúde, quais as vulnerabilidades que as pessoas possuem, e o que pode melhorar ou piorar na reação desse público a essas mudanças extremas”, afirmou o docente da UNIVALE.

O painel contou com contribuições do professor do campus de Governador Valadares do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG-GV), Fúlvio Cupolillo, que abordou mudanças, tendências e novos cenários de exposição do El Niño. “Esse El Niño é todo diferente, não é simplesmente mais forte. O clima atende todos os setores da sociedade, a parte agrícola, a parte de engenharia, turismo ou saúde”, comentou o professor do IFMG.
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Outra participante da aula magna do GIT foi a professora do campus de Governador Valadares da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF-GV), EulIlian de Freitas, que falou sobre riscos, adoecimento, mortalidade e desigualdades que envolvem contextos climáticos.

“É importante a gente perceber que, na verdade, o El Niño, que vou usar como exemplo por ser o que estamos comentando no momento, por si só não é capaz de causar doenças. O que causa doenças são alterações no território e exposições, que vão ser diferentes. A população vai estar mais exposta a vetores e qualidade inadequada da água. Juntando-se a isso as vulnerabilidades do território, que a gente precisa identificar, a gente vai ter um impacto maior ou menor na saúde das pessoas. Basta que o sistema de saúde, nosso SUS, consiga de fato se preparar para o que está previsto para acontecer. Porque assim a gente consegue um impacto menor”, declarou a docente.
Veja também a matéria da UNIVALE TV sobre aula magna do GIT e reflexões sobre impactos do El Niño:














