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Foto de computador exibindo apresentação on-line no 5º Seminário do projeto de pesquisa “Corpo-Território-Terreiro: territorialidades, religiosidades, vozes, cultos, artes e saberes por vir”

Seminário Corpo-Território-Terreiro discute símbolos em disputa, com debate sobre Direito, narrativa e reformulação histórica

09 outubro, 2026

Seminário promoveu ainda uma reflexão interdisciplinar sobre as relações entre Direito, ancestralidade, cultura e decolonialidade

Foto de computador exibindo apresentação on-line no 5º Seminário do projeto de pesquisa “Corpo-Território-Terreiro: territorialidades, religiosidades, vozes, cultos, artes e saberes por vir”

O projeto de pesquisa “Corpo-Território-Terreiro: territorialidades, religiosidades, vozes, cultos, artes e saberes por vir”, desenvolvido na UNIVALE, realizou de forma on-line seu 5º Seminário no mês de setembro. Com a participação de aproximadamente 60 pessoas, incluindo alunos e docentes de cursos de graduação e dos dois mestrados da universidade, o encontro teve como tema “Símbolos em disputa: Direito, narrativa e reformulação histórica”.

Os expositores do Seminário foram o aluno do curso de Direito, Samuel Mascarenhas Barros Gusmão, e o professor Bernardo Nogueira, docente no mesmo curso e no mestrado de Gestão Integrada do Território (GIT), além de coordenador do mestrado profissional em Gestão de Conflitos, Direitos e Humanidades (Gecon). Durante o encontro, salienta Bernardo, foi destacada uma nova possibilidade de Justiça, simbolizada na imagem do Machado de Xangô, instalada no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). 

O Seminário promoveu ainda uma reflexão interdisciplinar sobre as relações entre Direito, ancestralidade, cultura e decolonialidade, tomando como ponto de partida o artigo “Conflitos simbólicos e reinvenções históricas: o Direito sob o machado de Xangô”, escrito pelos dois expositores e publicado em revista com nível de relevância Qualis A2, que problematiza os símbolos tradicionalmente associados à justiça.

“Essa é uma possibilidade de olhar para a Justiça de uma maneira distinta daquela a qual historicamente sempre foi dada. É a possibilidade de uma nova leitura, a possibilidade de uma nova interpretação do que nós entendemos por Justiça, uma interpretação que tem em consideração a dimensão racial e a ancestralidade que carrega a sabedoria dos povos de terreiro. Poderia dizer até que essa possibilidade reinaugura a própria noção de Justiça que nós queremos vivenciar, mais inclusiva, democrática e, evidentemente, antidiscriminatória. Nesse sentido, a UNIVALE se mantém na vanguarda das pesquisas interdisciplinares no país”, afirmou Bernardo.

Propondo uma reformulação histórica e simbólica do Direito, e destacando a necessidade de ampliar os espaços de reconhecimento da ancestralidade, dos saberes tradicionais e das diferentes cosmovisões na compreensão da justiça, os participantes do Seminário discutiram como os símbolos não são neutros, mas participam da construção das narrativas e dos imaginários sociais.

“Eu me sinto honrado por ministrar a aula do Seminário Corpo-Território-Terreiro. O evento foi um espaço de acolhimento e verdadeira confluência de saberes e experiências, em que pude apresentar e discutir a respeito do trabalho que escrevi em parceria com o professor Bernardo Gomes Barbosa Nogueira. Nesse texto realizamos uma leitura semiótica dos símbolos que permeiam o imaginário jurídico e propusemos uma reestruturação a partir de saberes decoloniais e epistemologias do Sul Global, com o intuito de tornar o Direito um local mais plural e hospitaleiro”, declarou o aluno Samuel Gusmão.

Bolsista no projeto Corpo-Território-Terreiro, Marcelle Silva Rodrigues considerou muito significativa a experiência de participar do encontro. “Durante o Seminário, relacionei essa discussão com a Psicologia, minha área de formação, refletindo sobre como a ideia de neutralidade também pode ser questionada em nossa atuação. O encontro reforçou para mim a importância de reconhecer os contextos sociais, culturais e históricos que atravessam os sujeitos e nossas práticas profissionais”, avaliou Marcelle.

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